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Terrorvision, lançado em vídeo cassete no Brasil nos anos 80 com o subtitulo genial "A Visão do Terror" é o melhor filme já feito até hoje. Nada se compara a esta obra de arte máxima do cinema que, nas imortais palavras do crítico Bruno Napoleão, transcende todos os gêneros. Terror, ficção científica, humor, drama, EROTYSMO e o nível supremo da arte trash, com efeitos especiais de cair o queixo, de cair o cu do palhaço, de arrebentar a boca do balão e explodir feito dinamite. Nenhum filme é mais característico dos anos 80 e nenhum trash lançado depois chegou perto.

Para começar demonstrando que o negócio é sério mesmo, a trilha sonora foi composta especialmente para o filme e as músicas são dos Fibonaccis, o grupo mais demente e retard do universo (que faz uma participação no consagrado Valet Girls cantando na beira de uma piscina - Ron Jeremy também aparece nesse filme, é outra obra que vale a pena conhecer). Contemplem a música e os créditos psicóticos:

Se isso não é genial, eu não sei o que é.

E a letra tem tudo a ver com o filme, até cita a Medusa, veja bem.

Os trinta primeiros segundos da obra podem desanimar os despreparados: aparecem uns efeitos muito toscos do nível Jaspion que mostram o monstrão vídeo sendo eliminado no espaço, transformado em raios pelo dono dele, Pluthar, do planeta Plutão, se não me engano. Mas aí começa o filme mesmo. A família Putterman está INSTALANDO um satélite. Uma TV parabólica das ESPECIAIS, a do it yourself 100. A TV acaba captando o monstro que invade a casa e primeiro come o técnico, que estava dando umas fresteadas na mãe, a Raquel, que faz aeróbica na frente da televisão. Aí o pai, Stanley, um suingueiro malandrão com colarzinho estilo Leisure Suit Larry que fica falando Holy Tomatoes o tempo todo, e a Raquel, saem para ir fazer um swing, também conhecido como TROCA DE CASAIS e o guri, Sherman Putterman, fica com o avô em casa.

O detalhe é que as intepretações são maravilhosas.

Stanley Putterman

Raquel Putterman é a genial Mary Woronov, veterana de filme trash e frequentadora das putices do Andy Warhol e costumava tirar fotos pelada com o anãozinho Tatu da ilha da fantasia antes dele se matar.

O avô é um lóc viciado em guerra e survivalism, ele tem um bunker em casa com rifles e granadas, faz piada com o U2 dizendo que é nome de avião e não banda de bicha velha, acha filmes de monstro educativos, porque ensinam a sobrevivencia, e cria lagartos para comer os rabos, porque eles crescem de novo e são uma fonte de alimento auto-sustentável. Claro que ele deixa o neto usar as armas de verdade o tempo todo e quando o monstro se materializa eles já atacam direto. Só que o monstro é a prova de balas e acaba comendo o avô.

O véio usando o super controle remoto com uma miniatura giratória da antena e o guri com um rifle.

O quepe camuflado.

O monstrão prestes a comer o vovô.

Depois disso a mãe o pai voltam pra casa com outro casal prontos para fazer o suingue: Spiro Gyro, o grego, e sua mulher Cherry, com lata de atriz pornô. Spiro é sensacional e só não rouba o filme porque não tem o que roubar e é tudo bom demais. É uma interpretação ESTUPENDA de Alejandro Rey e ele faz um milionário grego com sotaque espanhol que prepara Ouzo Margaritas. Claro que o guri está histerico e vem contar pros pais que o avô foi comido por um monstro, mas a mãe não quer que ele atrapalhe a suruba, diz que o guri esqueceu de tomar os remédios e é assim mesmo e tranca ele no bunker do avô junto com o monstro.

Nesta parte vemos que o monstro consegue, usando seus tentáculos e a cabeça das vitimas, imitar as pessoas que já matou. Neste ponto ele imita o avô e claro que a mãe nem nota que o velho está cheio de gosma.

Os detalhes é que são brilhantes. Porque, vejam bem, Spiro começa a perguntar pra Raquel o tempo todo se o Stanley é um MANLY MAN e se ele TAKE IT LIKE A MAN. Já prontos pra o SUINGUE, Spiro explica que eles não entenderam e que ele é GREGO, ou seja, quer é viadagem, o que irrita Stanley e o obriga a ir explicar as VERDADES DA VIDA. Só que aí o monstro mata todo mundo, inclusive a mulher atriz pornô do Spiro na super banheira da sala especial com TV a cabo do Stanley, o DOMO DO PRAZER.

Alejandro Ray demolindo na interpretação de Spiro.

Sendo comido pelo monstro.

A casa toda é uma sacanagem só, cheia de quadros de putaria e estatuas peladas sutilmente escondidas no cenário. Outro detalhe maravilhoso é que o guri e o avô são fãs do programa da Medusa, uma peituda escrotona que aprenta clássicos de monstro.

Depois que os pais e o casal de suingueiros são comidos, chegam na casa a filha mais velha, uma punk mongol com cabelo estilo Cyndi Lauper, e o namorado dela, um metaleiro mais mongol ainda chamado OD.

A família completa.

Claro que quando o guri diz que os pais foram comidos pelo monstro, a irmã, que sabe que ele é meio retardado, leva o guri até o quarto deles e encontra lá o monstrão manipulando as cabeças dos pais e dos suingueiros e simulando uma suruba. Quando eles perguntam onde tá o vovô, surge também a cabeça do velho e manda sua frase característica: estou só cuidando de umas coisas.

O monstro simulando uma suruba.

Mas uma hora o monstro ataca de novo e quando tá prestes a comer eles, a pulseira metal do OD faz o monstro lembrar do mestre dele, Pluthar, que aliás, está esse tempo todo enviando mensagens para a terra pela televisão, dizendo que o monstro pode ser captado pelos satélites do planeta e que para evitar isso vai ser preciso desligar as tvs por uns cem anos.

Aí o monstro se acalma e os mongóis decidem domesticar ele, ensinam a falar, dão comida e várias outras demências e até ligam pra Medusa pra colocar ele na televisão e ficar ricos.

Colocando música pro monstro.

Domesticando o monstro.

Só que quando tentam desligar a televisão o monstro, que está viciado, se irrita e come o OD. Antes que coma o Sherman e a irmã, chega a polícia na casa, porque o Sherman ficava ligando pra reclamar do monstro e a polícia decidiu ir MULTAR o pessoal por passar trote. O monstro come a polícia e quando está prestes a comer os ultimos sobreviventes, surge Pluthar e diz que pode resolver a situação toda, capturando o monstro e tirando os genes dos pais deles. Com isso ele pode trazer os pais de volta a vida, só que eles vão ter que viver para sempre em aquários especiais.

Pluthar.

Só que aí aparece a Medusa, que eles chamaram pra ver o monstro, pensa que o Pluthar é o monstro, quebra o capacete dele e ele morre. O final, depois disso, é sensacional.

O filme todo se passa em uma noite e a medida que vai avançando, vão parando cada vez mais carros na frente da casa, o carro da policia, a limosine da Medusa, o carro dos suingueiros, da filha, os dos pais e do avô e do técnico, todos com características fantásticas.

Até uns anos atrás era difícil encontrar uma cópia nas internerds, mas agora com o lançamento do dvd tem até no youtube.

Os efeitos especiais são geniais, o monstro tem vários tentáculos e olhos móveis e emite barulhos toras, porque apesar de poder fazer as vítimas falarem usando as cabeças, não consegue falar normalmente.

Não tem nenhum segundo e nenhuma cena desperdiçada, o tempo todo é arte e diversão, um roteiro REDONDINHO e magistral, provavelmente é o melhor filme feito até hoje no universo e quem não viu tem que felar.

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