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Halloween Anime

Lands of Lore - The Throne of Chaos

  • PC DOS
  • 1993
  • CD
  • 1
  • 3D
  • conrad, ENSANGRENTADO, enfrentando um ratao

  • uma loja de ERVAS

  • PRO-TIP: tente SNEAKEAR os thugs

  • um botãozinho estilo beholder

  • o grupo enfrentando amazonas famintas por sexo

Uma produção dos mesmos caras que fizeram os Eye of the Beholder 1 e 2, e no mesmo estilo, só que sem ser AD&D: um RPG em primeira pessoa com combates em tempo real.

O exército DAIS TREVASH, comandado por uma bruxa, ataca o rei interpretado pelo Patrick Stewart (o capitão PICARD, magrão, que mais tarde interpretaria o rei no Oblivion).

Escolha um entre quatro heróis (sim, ao contrário do beholder, não podes criar o herói), um balanceado, um mais ROGUE, um mais mago ou um fortão, e parta para a aventura em busca da bruxa.

No início a interface parece mais simples e o jogo é mais intuitivo e amigável que os Beholder, contando com auto-mapping, bussola, estatisticas simplificadas (os personagens só têm três atributos: fighting, rogue e mage, os quais melhoram com o uso; cada atributo tem o seu nível e experiência individuais - e o mais estranho é que atirar com arcos faz parte dos rogue e não dos fighting skills), sistema de magias mais comum que no AD&D, com barra de MP e seleção direta da magia numa lista que fica o tempo todo na tela, entre outras coisas agradáveis.

Os gráficos são muito bons, no mesmo estilo dos Beholder e do Legend of Kyrandia, e os sons não comprometem, sendo que na versão CD (existe a versão disquete), todos os personagens têm voz.

Os cenários são bem variados, não são só as dungeons de sempre desse estilo de jogo, contando com as clássicas masmorras & minas & cavernas, mas também com florestas, pântanos e até uma cidade.

Fora isso, os puzzles e quests são difíceis e variados e podes interagir com o cenário do mesmo modo como no EOB, clicando em pontos da tela e clicando e arrastando objetos, e tem certas partes em que aparece uma cena ampliada animada e clicas nos personagens para falar com eles, ou vender e comprar e mostrar itens, dando uns TOQUES de adventure.

Então parece tudo perfeito.

Só que o jogo tem dois problemas sérios:

1 - a interface do inventário (os objetos ficam dispostos numa TIRA que podes girar clicando numas flechinhas, essa tira na real é uma FILA de uns trocentos objetos, daí é um saco achar objetos colocados num extremo da fila, tens que ir clicando até ele aparecer); já a janela de personagem para equipar os itens é bem parecida com a do beholder, variando inclusive para uma raça que tem quatro braços (ganha slots extras para dois escudos e duas armas ao mesmo tempo).

2 - os inimigos são meio sem graça, as criaturas do beholder eram mais divertidas, e pra fazer o jogo DURAR e ser difícil, alguns cenários tem geradores de monstros, não para de sair monstro nunca, e é uma barbada tu ficar cercado por trocentos, aí é um saco abrir caminho.


Mesmo assim, vale a pena jogar, é um dos ultimos RPGs bons pra PC, com vários segredos para descobrir e uma história simpática e bem executada. Com a WESTWOOD não tinha erro no início dos anos 90. Os textos também são legais e muito me COMOVI com a quase otakice de ver os bonecos na tela de seleção dialogando para tentar convencer o jogador de quem é o mais adequado para a aventura. Inclusive, os RETRATOS dos personagens se movem quando eles falam e se alteram para mostrar a condição atual deles.