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tu se acha o ardcór das parada?

FILMES QUE EXPLODEM COMO DINAMITE Cine Trash

Hell - A Cyberpunk Thriller

  • 3DO
  • 1994
  • CD
  • 439480035803 R2
  • 1
  • 3D, Digitalizados
  • super engenhoso o título, HÃ?

  • graficos AFUZEL de borracha

  • super animações

  • select hero ou herona. não faz diferença nenhuma no jogo, os dois vão sempre juntos.

  • tela inicial, aprecie o belissimo cenário

  • lá em cima abre uma interface hedionda

  • dialogando

  • bla bla bla por duas horinhas

  • indo para outro lugar no mapa

  • inventário

  • perguntando merdas

  • interludio na maior - história adulta de luxo

  • opa, era só pra meter uma participação da grace chatones

  • outro cenário

  • tem que dizer o password. adivinhe qual é. dica: está escrito na porta. baita puzzle.

  • um bar nivel bloodnet com muitos chatos pra falar feito um chapado

  • uma personagem digitalizada

  • oba, entrou para a party. agora ela pode se intrometer no meio dos diálogos para estendê-los mais ainda.

  • :(

  • essas 3 linhas o cara leva uns 20 minutos pra falar.

Este jogo é um caso a parte, é uma obra muito especial.

Talvez seja um dos jogos mais chatos e injogáveis de todos os tempos, com requintes extremos de chatice jamais vistos. Só se pode comparar ao Bloodnet, porque usa o mesmo engine, mas é ainda mais tedioso.

Os gráficos são 3D com algumas digitalizações, mas o 3D arte de 1994, então os bonecos parecem massa de modelar e as animações são grotescas e em camera lenta. Até aí tudo bem. O problema é que da mesma forma que Bloodnet, é um jogo baseado em diálogo, só que cada vez que tu fala com algum personagem esse personagem leva umas duas horas pra recitar seu texto. Sim, todos atores ficam recitando, uma frase de duas linhas leva em torno de dez minutos para ser dita e sempre usando um tom entediado e monocórdico e incrivelmente lento que lembra o sintetizador de voz do amiga só que pior e mais sem graça. Aí a cada frase o jogo para um pouco para mudar a câmera e mostrar outro personagem e ele dizer a sua frase. O pior é que a maioria das frases é encheção de linguiça com aqueles diálogos bestas que já vimos milhões de vezes em tudo que é filme e desenho, mas tudo selecionado, só escolheram os mais comuns e os piores dos piores, tudo para testar a paciência de quem tentou jogar. As interações são toscas pra cacete com os poucos objetos e para coroar a obra, o tempo inteiro fica tocando uma musiquinha que é só o ritmo automatico de um tecladinho paraguaio que não serve nem pra trilha sonora de filme pornô. Os cenários são um show a parte, parece que deram uma cagada na tela e ficaram esfregando o cu nela.

A história é chata pra cacete também, você, VOCÊ controla dois agentes de um governo fascista estilo o do PT que foram traídos e tal e no início do jogo tentaram matar eles. O governo tem o poder de mandar seus desafetos para o inferno, aliás. A Grace Jones numa versão 3D horrível é a imperatriz do mal e o Dennis Hopper faz uma participação como o demônio do Alan Moore e do exorcista.

Lembro que tentaram fazer uma propaganda firme na época do lançamento, mas é um dos jogos mais excruciantes jamais criados, vale a pena conhecer para ver a que extremos chegamos. Tente jogar a sério, é uma experiência única e transcendental, é quase como ler a série The Wheel of Time inteira. Fora que até os puzzles são bugados, porque certo que nem os programadores conseguiram saco pra testar. Isto é mais sacal que Myst. Myst até era jogável para louchas que gostam de puzzles abstratos e não tem o que fazer.

E se quiser um joguete psicoticozinho, tosco e ruim com ator razoavelmente famoso que topa tudo por dinheiro, tem o Ripper com o Christopher Walken.