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12781 joguetes
  • PC DOS
  • 1989
  • 3 Disquetes 3 1/2
  • Access
  • 1
  • 3D, Digitalizados
  • caixa do jogo LEVEMENTE inspirada no blade runner

  • menuzinho tosco inicial

  • tela inicial

  • isso, consulte o manual aí

  • entrando no carro

  • voando pelo cenário 3D tosco

  • recebendo um fax

  • a filha do professor, que nos outros jogos vira a ex-mulher do tex que roubou todo dinheiro dele

  • acho que vou AMEAÇAR

  • ameaçando leva chute nas bolas

  • a secretária gordinha

  • suborne a chinesa para obter informações

  • veja o menu cheio de objetos

  • os objetos mudam de acordo com a posição dele na tela

Este é o primeiro jogo do Tex Murphy, o detetive fodanchão do futuro. O jogo se passa em 2033, em um mundo tomado pela radiação e mutantes toscões. Um cientista se suicidou pulando da ponte de São Francisco e tal, mas a filha acha que é assassinato. Aí descobres que ele tava envolvido num projeto secreto de controle mental. A ideia é boa, mas a burocracia é imensa: tu tem que ir de carro pra todos lugares que quiseres investigar ou pra casa das pessoas, só que pra fazer isso tem que aturar as fases do carro. Podes controlar ele manualmente numa simulação trouxa com cenário 3D sem textura, o que é um saco, ou colocar um código do lugar pra onde queres ir e usar o piloto automático, que mesmo assim demora um tempão, tem que assistir o carro ir até lá e aterrisar. Além disso tens que controlar teu dinheiro, podes vender objetos ou participar de arcadezinhos de tiro no estilo daquele do Rise of the Dragon como caçador de recompensas pra pegar mais dinheiro e munição. Claro que todas as dicas e locais iniciais estão no manual, como copy protection, então tens que ficar consultando bastante no início do jogo pra saber pra onde ir antes de descobrir muito mais lugares e pessoas. Tens que anotar tudo, lógico, senão nunca mais vais saber para onde ir. Anote também o nome das pessoas, porque durante os diálogos tens que digitar o que queres perguntar. E a interface é trouxa, o jogo não entende apenas o primeiro ou o ultimo nome, tens que por o nome completo da pessoa ou da coisa sobre o que queres perguntar, aumentando bastante a dificuldade. Se achares que o personagem está mentindo, podes tentar um suborno, gastando dinheiro, ou ameaçar, o que pode não acabar bem. A parte de explorar os cenários em busca de objetos e pistas é similar ao Countdown, tu controla o boneco, só que sem mouse, a interface é texto e também é tosca: aparecem os objetos dos quais tás perto em um menu, deves escolher eles com as setas para cima e para baixo do cursor, e com as setas para os lados escolhes o que fazer com o objeto, look, get, on/off, taste, etc. O que complica legal também é que tem muito objeto dentro de objeto, então ficas um bom tempo nessa navegação fantástica pelos menus texto e eles ficam cheios de níveis. Também podes ligar para a secretária ou para uma informante chinesa (essa tens que pagar) para pedir investigações. Para a época até que era interessante, mas a interface hedionda e os arcades trouxas e a fase do carro tornam hoje praticamente injogável. O som é bom, com musiquinhas digitalizadas no PC Speaker que nem no Countdown (tem até um readme ensinando a PLUGAR no seu stereo para apreciar bem a musiquinha de filme pornô) e personagens digitalizados. A história foi remakeada no jogo Overseer dez anos depois. Só não ganha SUX porque na época todo mundo era indie, só que ardcór. O pessoal não tinha medo de experimentar nos jogos, faziam qualquer coisa e usavam qualquer tecnologia, por mais caro e arriscado que fosse e por mais que pudessem se fuder. A Sierra mesmo muito se fudeu na época do Cid Rum e chegou a ir a falência. Hoje só querem saber de jogo tudo igual e que vai vender certinho, até os mongolinos que se acham indie fazem tudo a mesma merda. Legal que tem versão deste jogo até pra C64, quero ver como é.

Agora vendo o que fizeram com o monte de objetos inúteis neste jogo, que serviam só pra penhorar e ganhar dinheiro, talvez estivessem pensando em fazer o mesmo no Countdown.