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avançada
12782 joguetes
  • PC DOS
  • 1996
  • 6 CDs
  • 1
  • 3D, Digitalizados
  • o menu inicial já mostra a fraqueza da parada

  • sim, vai ser um jogo bom

  • claro

  • atuação

  • os irmãos mario

  • os icones não servem pra nada, só pra alterar volume, save, load e essas merdas

  • sim, quanta opção

  • a faquinha é o dedo do 6th guest

  • não serve pra nada

  • a caveirinha é o icone de fElar

  • christopher walken atuando com galhardia

  • tem que clicar em todas opções mesmo, então clique para continuar, é o maximo de interação.

  • mais um pouco de atuação

  • oba, o melhor puzzle do jogo é o primeiro

  • caceta

  • olha o nível

  • escolha um lugar no mapa

  • cena reaproveitada até no final

  • monta aí

  • finalmente!

  • opa, o cristopher walken resolveu fodanchar mais um pouco

  • o ciber espaço! que realista!

  • o futuro da realidade virtual

  • veja, a bibliteca do ciberespaço

  • opa, um puzzle novo

  • adivinhe os numeros com logica blue ice

  • tragicos efeitos de gore

  • caraleo porra

  • burgess meredith participando da merda

  • arcade de tiro horrível

  • essa propaganda de 2 páginas nas revistas era só pra enganar que o personagem principal não é o walken

  • tem como fazer uma caixa mais cagada, miogs?

Este jogo tinha alta possibilidade de transcender e virar arte do trash. Vejam bem, são SEIS CDs, tem o Christopher Walken, um dos atores mais trash do mundo, perdendo apenas pro irmão da Julia, interpretando feito um mongol um policial retardado em frente a um cenário digitalizado com o pior do 3D dos anos noventa. Rola o Burgess Meredith de ator veterano em fim de carreira fazendo merda. O jogo tem o cyberspace dos anos 90, ou seja, é umas bizarrias psicóticas em 3D com icones voadores surreais para indicar os lugares, porque nos anos 90 o futuro da realidade virtual seria mongolice e esquizofrenia vista em 3D vagabundo. A apresentação ruim pra cacete, com atuação nível pornô, conta com o HIT (echi eacheicaehc caeichac) "(Don't Fear) The Reaper" da banda Blue Oyster cult, com muito LA LA LA LA de baixa qualidade sonora para embalar um vídeo pior ainda.

Vejam por que fuderam as cartas:

O movimento é feito no mesmo estilo do The 7th Guest, tu clica em partes da tela e aí rola uma animação já pre-renderizada que na real é um filme. Só que cada animação dessas leva meia horinha pra acontecer, a camera fica olhando pros lados, apreciando o cenário e tentando DESLUMBRAR o jogador com os avançados gráficos 3D podrões, que pra essa época já tavam datados e eram uma merda, talvez só impressionassem em 1993. Não dá pra pular as animações de movimento, então cada passo é um sofrimento de quase um minuto de duração, as vezes até mais. É muito foda descobrir os caminhos, porque a animação gira o jogador pra caralho e no fim tu nunca sabe se ainda tem mais algum canto do cenário que faltou explorar e clica em outro ponto que vai te levar de volta pro início e te obrigar a aturar mais uma animação trouxa. Essa interface podre pra cacete é um dos piores defeitos do jogo.

Os diálogos são em vídeo digitalizado, claro, mas é só clicar para avançar que não muda nada, vais ter que clicar em todos mesmo. O probelma é que são muito chatos e longos, esticaram diálogos triviais que não dizem nada, não tem interesse algum e não servem pra nada, tudo só pro jogador ficar apreciando a tecnologia do filme interativo e se sentir numa cena do sexy time, só que sem a patifaria. Essa associação de diálogo infinito e chato com a locomoção lenta e esdruxula já destrói bem a vontade de jogar.

Os puzzles são que nem no killing moon, estão espalhados no meio do jogo só pra fazer ele durar e são puzzlezinhos de lógica ou de montar. Até aí tudo bem, só que são bugados ou com lógica absurda. O primeiro puzzle é montar uma caneca quebrada, tem que encaixar as peças com o mouse, mas mesmo que tu monte direito, corre o risco de o jogo achar que tá errado, que tem que encaixar milimètricamente as pecinhas e na ordem certa, sem nenhuma dica até estar pronto, e assim o cara perde horas sem conseguir avançar mesmo que tenha feito tudo certo e que na real o puzzle sejá fácil pra cacete, mas dificultado ao absurdo pela jogabilidade arte. O segundo puzzle tem que adivinhar um número usando lógica blue ice da pior qualidade, é adivinhação mesmo.

Para coroar bem a obra, temos arcadezinhos horríveis de tiro ao alvo que se fossem bem feitos até podiam divertir, mas não se entende nada deles e tu nem sabe o que te matou e os gráficos são medonhos.

Como se não bastasse, a história é chata pra cacete e praticamente não acontece. O estripador está matando pessoas, o ano é 2040 e o mundo é aqueles futuro trouxa de filme pornô de realidade virtual feitos nos anos 90, com a realidade virtual do Lawnmower Man pra baixo. Mas não aparece porra nenhuma e é o tempo todo dialogozinho otário com personagem chato e andar por cenários fracos. Você, VOCÊ é um jornalista de gaymes burro pra cacete e tem que investigar a parada porque o Ripper atacou a tua mulher e deixou ela em coma. O Ripper pode ser, aleatorimante, qualquer um de quatro personagens sorteados pelo jogo, mas isso só muda o final e não muda nenhuma das dicas no jogo em si, as indicações de que os outros são o matador continuam ali, demonstrando o fato de ser feito nas coxas.

Nem o Christopher Walken salva o negócio. Que roubada.

Com tantas possibilidades de erotismo, esperava mais do joguete.

As atuações são incrivelmente ridiculas mesmo, dificil de acreditar nesse nível, e as ENROLAÇÕES do roteiro são coisa de dar inveja aos autores de visual novel do Japão.