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Castlevania - Symphony of The Night

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  • veja! é o... ALUCARD!

  • alucard escondido atrás do escudão

  • a sucubus que o alucard rejeita durante o jogo

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  • parte de trás da caixa

Um dos raros jogos que prestam de verdade no Playstation. Este Castlevania é equivalente ao Maze of Galious de MSX. Percebe-se que finalmente a Konami se esforçou um pouco pra fazer um joguete novo.

Ao contrário das hOrripilantes versões de nintendo, neste não é só atravessar linearmente as fases. Podes explorar todo o castelo, que é enorme, mas tão gigantesco que por pouco não alcança o tamanho de meu magistral falo, pra vocês terem uma noção. E exatamente como no Maze do MSX, deves buscar dezenas de itens escondidos de maneira ATREVIDA, o que é uma diversão a parte.

Neste tu és o Alucard, um vampiro extremamente típico, podendo ser considerado um dos melhores exemplos da raça: se veste de preto, vira névoa e morcego, tem cabelinho ondulado como se passasse as noites de BÓBIS na cabeça feito a Dona Florinda, dorme em caixão, é completamente GAY e em suas falas dramáticas não se esforça nem um pouco pra disfarçar. Basta ver o modo como a Sucubus fracassa vergonhosamente ao enfrentá-lo, ele nem precisa se esforçar pra escapar do controle dela. Pra piorar, ele é o filho esquecido do Drácula com uma mortal (sim, ele já aparecia no Castlevania 3 de nintendo, não inventaram do nada), e por motivos que não spoilearei, mas que são ainda mais GAYS do que o personagem, decide lutar contra os demais vampiros. Na real ele quer é DIVULGAR O AMOR PELO CASTELO DO CONDE, e ao Drácula, coitado, este retrógrado linha dura de direita estilo Bolsonaro só resta ficar berrando "Testículos malditos! Me deram um filho... VI-ÁÁÁDO."

O mais legal é que tens um inventário e podes equipar ao mesmo tempo diversos itens, colocando-os em diferentes pontos do corpo, como cabeça, braços esquerdo e direito, pés, peito e, claro, cu. Pra tornar o jogo fácil pros jogadores japoneses perdedores, porque agora é moda no Japão só quererem saber de jogo fácil pra não ficar frustrado e sair fazendo bukkakke nos Oral Bar (pelo menos foi o que o produtor disse numa entrevista), criaram um sistema de experiência que vai aumentando o teu status e vai te tornando invencível. Ou vai ver só esqueceram de testar o jogo com afinco e ele acabou ficando fácil demais: no início ainda tem uma certa dificuldade, mas ao chegar nos níveis mais avançados fica uma barbada matar os muitos mestres, o que é o maior defeito do jogo, pois os chefes tem dezenas de ataques engenhosos, mas mal vão ter tempo de usá-los contra o SUPER ALUCARD. (Auuuuu. Isso me lembra de quando presenciei o Rogilio jogando a versão pra Saturn. Quanta alegria e diversão.)

Os gráficos e animações são extremamente bons, fica um monte de tela carregada na memória do playstation e tiveram o bom senso de não transformar em 3D. As músicas são um show a parte, uma mistura de cantorias gródicas homossexuais com rockzinho japonês que combina perfeitamente com a PASSIVIDADE do personagem, tudo isso culminando no acochampanhantissimo tema final I AM THE WIND (aaaau, gente boa!). Não tem quem não sinta um pouco de vontade de liberar o boró após jogar muito isso (a não ser eu, é claro, que sou imune a esse tipo de putice por causa de um chip implantado em meu cérebro numa experiência militar secreta pra criar o machão perfeito).

Um detalhe legal é que, para unir esse jogo às versões anteriores, que era algo que o produtor Iga Fumacigarro considerava pouco explorado, ele botou todos os inimigos dos outros jogos e, através da história, vai unindo os diversos Castlevanias de nintendo, super nes e pc engine, te fazendo inclusive enfrentar clones dos heróis desses jogos. Durante o prólogo tu joga a ultima fase do Round of Blood do pc engine, ainda com o matador de vampiro que usa chicote, e quatro anos depois ressurge o castelo do Drácula. O matador de vampiros some e o grandioso e exuberante Alucard vai ao castelo para ver se seu pai voltou a vida e pra dizer coisas como "Adeus, minha amada terra natal. Meus olhos nobres jamais contemplarão teu solo novamente."

E pra fodanchar bem, foi tudo projetado pra enganar o jogador: o marcador de progresso, se conseguires descobrir alguns itens secretos e a maneira de passar pelo final falso, vai até 200%, surgindo um novo castelo pra tu explorar após o final falso.

Existem muitos outros detalhes impressionantes, como os ajudantes que podes carregar (que vão desde um morceguinho que PENSA EM TE COMER SE TU TAMBÉM VIRA MORCEGO a uma fadinha que, sem mais nem menos, às vezes decide que é hora de voar de perna aberta), as magias que se ativa fazendo movimentos street fighter com o controle, armas que vão da cimitarra ao nunchaku, e personagens deliciosamente sofreqdissimos, como o bibliotecário safado que até te vende estratégias pra derrotar os mestres. Eu perderia muito tempo para elogiar essa obra-prima como ela merece. Vou ficar aqui com o meu CD, apenas passando ele na jeba e me prostrando diante das ondinhas da Konami.

PS: Que merda. Não recomendo passar CD vagabundo na jeba. Aconteceu uma coisa muito estranha com a ponta do meu TRÓLEGOS.