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enem

O estudante deverá encarar o Enem 2009 (Exame Nacional do Ensino Médio) como um "exame de sangue", afirmou Reynaldo Fernandes, presidente do Inep na tarde de quarta-feira (29). "A gente não entende ele, mas acredita nos seus resultados", disse.

Não, modéstia. A gente entende o Enem.

É simplesmente o sistema de seleção mais justo do mundo. Este método a prova de falhas, que vai democratizar finalmente o ensino no Brasil, ajustando-se perfeitamente ao necessário sistema de cotas raciais, prioriza o entendimento da matéria e suprime a antiga decoreba. Se antes, por exemplo, o aluno necessitava aprender matemática, física, português e essas bobagens ultrapassadas e desnecessárias (como comprova a eleição do nobre deputado Tiririca e a do culto presidente Lula, como ilustram as brilhantes discussões literárias que temos no ORKUT), hoje o "aluno" precisa apenas chutar qualquer uma das opções da prova. Se ele tiver baixa renda, declarar-se (não precisa ser) homossexual e declarar-se (não precisa ser) membro de alguma minoria (exemplo que tá valendo: sou minoria, sou do conselho jedai) automaticamente está passado. Não precisa acertar a questão. Fórmulas arcanas baseadas em estatística estocástica aumentarão (ou aumentaram, que é pra ficar condizendo com o português moderno) sua pontuação e baixaram a daquele playboyzinho filho da puta e escravo dos cursinhos. Te vejo na FACULDADE de direito, amigo (estou me especializando em direito homoafetivo). É nóis, o povo, na fita, mano.

Aliás, essa é uma das minhas grandes alegrias: o enem finalmente liberta o aluno da escravidão dos cursinhos, que permitia apenas a quem podia pagá-los o ingresso nas nossas univesidades públicas de ensino gratuito e de qualidade: agora não existe mais cursinho! Não tem cursinho pra Enem! Isso que eu vejo aos montes aqui nas ruas é, sei lá, alguma ilusão, delirium tremens, mas já vai passar.

E não tem mais comprar a prova, playboy! É, perdeu, playboy. Perdeu. Senão vejamos: antiamente, na época do vestibular, ocorriam desvios e vazamento de provas. Porque o vestibular era limitado a uma única cidade. Vejam bem, algumas provas eram roubadas ou vendidas da gráfica para alguns candidatos que assim, ao chegar no dia, já sabiam as respostas. Agora tudo é diferente: porque se vazava prova quando havia a impressão de apenas alguns milhares delas, agora isso não vai acontecer, pois agora são milhões de provas impressas e o sistema de distribuição por este continental brasil varonil é muito mais seguro do que aquele antigo em que a prova ia pra uma única univesidade. Não tem como vazar. Não tem como comprar a prova. Tá escrito ali no site do MEC que não tem. Eles me garantem. O ministério. Da educação, isso. Se aconteceu uma vez, foi um erro de percurso que já foi corrigido. E se não saiu mais no jornal é porque não aconteceu, então está tudo bem.

Contemplem o auto nível técnico e teórico das questões e vejam se não é bem mais difícil e exigente que o de nosso ultrapassado vestibular. Vejam como é possível enquadrar todo um contexto social e ajudar a divulgar os beneficios de nosso governo trabalhista e justo, feito do povo para o povo, propaganda esta necessária, pois quem não gosta de falar bem do que o seu país tem de melhor?

Tudo está bem agora.

Não precisamos mais fazer sentido.

Sentido é coisa do passado.

MORRA MONTEIRO LOBATO, SEU RACISTA! Escritorzinho racista! Alguém prenda esse homem! Opa, já tá morto? Ah, sei lá.

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